sexta-feira, 31 de agosto de 2012

que possamos viver, simplesmente isso...


Não me faças rir com tuas falsas promessas.
Não me faças atrelado às tuas premissas.
Fecho a porta... eis o que agora,
preenche minha vontade.
Não faças alarde enquanto invades,
com tua soberbia,
a simplicidade dos meus dias.

Não atravesses as ruas dos meus sonhos.
Não arranhe o que doirado, suponho existir,
arraigado aos meus projetos risonhos.

O mundo gira...
tua inconstância me agita, e revira
o todo, que estrutura minha vida.

Não busco mais conquistas quaisquer...
não me oponho ao que na dor,
inserido vier...
seja o que Deus quiser.
Mas por favor, não te coloque à frente
de minhas querências.
Não me induzas à falência,
que habita, forma solene as incoerencias.
vivamos... simplesmente isso...

josemir(aolongo...)

tangível mudança...


Alardeio conheceres...
o que se faz plausível,
abarco.
O que se faz intangível,
marco.
Alambro meus saberes
mais aflitos...
não quero o estardalhaço
dos conflitos,
em meus lugares mais tenros.

Fecho meus ouvidos
às blasfemias.
Não quero vestir-me cerdáceo.
Quero sim,
refazer meu prefácio
sempre que em mim,
construir-se uma tangível
mudança...

josemir(aolongo...)

o caminhar livre...


Não quero que minha conduta
flua de forma indgna...
abstenho-me dos sentidos tortos,
Exumo as lembranças de meus
estágios mortos,
para obter as respostas
das quais me abstive
por irreversível medo...

Não forcejarei meu futuro
atraves de credos, litomancias.
Fugirei dos logros,
dos belos e dos ogros,
e de forma sonsa,
-assim meio que incidental -
buscarei no impregnar dos escritos
de meu castelo de pensamentos
os momentos nos quais,
ameigado me fiz...

Rasgarei meus versos
se por ventura,
meus reversos assumirem
irosos, quereres de rupturas,
violentando minha maneira de ser.

Adernarei sempre para
o lado que jamais tive.
Arrancarei de minha mente
o oculto e timido querer puro.
E do meu corpo, o caminhar livre.

josemir(aolongo...)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

horizonte de novos caminhos...

Liberdade almejada...
afloras no fim da estrada,
a ameigar minha essência.
És dos meus devaneios,
o único que se aflora inteiro.
O que me faz verdadeiro.
O que me traz encanto e anagogia.
Mesmo com meu corpo
a adernar,
diante a imensidão da visão
do mar,
sinto-me preso ao impulso
sonso e insulso.
Macero meus desejos viris.
Induzo e adito,
o que me lança a um estágio
feliz.

Liberdade almejada,
que mora além,
mas que sempre se faz
na paz de meus sonhos,
um ideal de infinda paz.
Um horizonte de novos
caminhos...

josemir(aolongo...)

meu jeito de ser e estar...


Abnuir...
uma forma clara
de defesa.
Minha alma tesa,
busca o poder
do antigo vôo.

Fagulhando-me.
É da minha natureza,
manter chamas acesas,
por mais que elas
inflamem,
e queimem minha
pele.

Literalista,
busco unir
minhas partes
asbcônditas e escritas...
nos alfarrábios,
talvez eu viaje
de forma mais leve,
sei lá...
talvez nos meus empoeirados
guardados,
eu proteja minhas definições,
meus conceitos,
meu jeito de ser e estar...

josemir(aolongo...)

quando imerso em dúvida, prefiro poetar...


Não sonho com o sossego,
se não vivo nele.
Não busco a solidez do apego,
se ainda não o sinto, não o vejo.
Aliás e ademais,
não consigo carregar em mim
sentimentos carregados de paz,
se meus passos ainda atrelados
à uma guerra infima, estão.
Desfazer-me do carater iroso,
eis aí uma dificil questão.
Não quero como esteio,
o equilibrio do que habita
o meu anseio,
pois que nada ensejo,
além do que vejo.
Não busco inocular-me
de pensamentos sadios,
pois que vivo dias frios...
totalmente arredios
ao meu modo de ser.

Mas confesso,
que caminhar de forma insciente,
já começa a inumar
claras regiões de minha mente,
enrijecendo meus sentimentos.

Na dúvida,
procuro abster-me da fala
inconsistente.
Na dúvida,
procuro fugir dos pensares
incoerentes.
Na dúvida entre ser e estar,
prefiro de forma ardente,
recolher-me e poetar...

josemir(aolongo...)



terça-feira, 28 de agosto de 2012

minha melhor opção...


Não apaguei meus rastros...
tampouco, escondi-me
do brilho dos astros.
Apenas parti.
Simplesmente fiz-me
seguir,
assim como seguem
as águas,
isentas de mágoas.

Não recolhi meus
traços e nacos.
Não me omiti
entre hiatos, pitacos.
Apenas silenciei-me.
No que se predispôs
a acontecer,
optei por aquilo,
que de melhor
podia fazer...

josemir(aolongo...)

***Cantando e compondo,
      procurei fazer-me luzir...
      nada falei, apenas cantei...
      esse é o meu modo de ser.
      É isso que faz,
      a vida em mim
      naturalmente fluir...
 


Em minha cidade natal, poesia transformou-se em adaga de ferir profundamente... e "poetas" (os mesmos de sempre...), transformaram-se em seres raivosos, a destilar veneno... infelizmente...

josemir(aolongo...)

no que se predispôs a acontecer...

Não apaguei meus rastros...
tampouco escondi-me
do brilho dos astros.
Apenas parti.
Simplesmente fiz-me
seguir,
assim como seguem
as águas,
isentas de mágoas.

Não recolhi meus
traços e nacos.
Não me omiti,
entre hiatos, pitacos.
Apenas silenciei-me.
No que se predispôs
a acontecer,
optei por aquilo
que de melhor
podia fazer...

josemir(aolongo...)

já chorando, adormeci...

Já rociei o orbe,
onde habitam
meus duendes e reis.

Por lá, entre os reflexos doirados
dos cristais,
que enfeitam meus sonhos,
pude encontrar-me risonho,
com muitos dos meus,
que se fizeram parcelasda brisa,
que por lá mansamente desliza...

Foi bom enquanto pude...
cantei, bailei.
Mesmo denso em casulo,
movimentei-me com a leveza do etéreo...
não vi melindres, misérias, mistérios.

Enquanto voltava,
a mágica ode silenciou...
senti-me denso novamente.
O sol,
quando à terra retornei,
fazia-se parceiro do fogo,
tamanha a intensidade do calor.

Corri,
me alinhei
sob a sombra da amendoeira,
e já chorando de saudades,
adormeci.

josemir(aolongo...)

e fingimos...


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

de mim, o que seria?


se o sopro advindo do que penso
não fosse intenso e de tão imenso,
não se fizesse voante,
de mim, o que seria?

se a magia do olhar que me envolve
não reunisse o que em mim se resumisse
como luz do dia, imersa em poesia,
de mim, o que seria?

se o poeta em mim não existisse,
e em meu senso,
o lado triste persistisse
até que o primeiro verso o demolisse,
de mim, o que seria?

e se a semente em meu corpo
não germinasse,
e sem qualquer realce,
eu, sem identidade ou face,
fizesse de minha alma
uma ave fugidia...
de mim, o que seria?

e se o medo em mim morasse,
e o meu destino se desmoronasse
perdendo-se por águas embreadas
densas e sombrias...
de mim, o que seria?

e se eu não me vestisse
de amor,
- principio mor -
o qual sinto e sei de cor,
a prior,
de mim, o que seria?

josemir(aolongo...)

aprendi-me...


Cantei como nunca.
Soltei-me qual criança,
esperança em mim fez-se dança,
e confesso
-corpo absterso -
deixei fluir e fiz fluir-me...
dos maus intentos escondi-me,
e ablaqueado,
- sina e intenção de vime -
consegui avistar o cime
do que realmente é, por ter nascido
verdadeiramente querendo ser...

Colibri de cores múltiplas
voou sobre os meus pensamentos...
meus mais nobres momentos,
- agora, descobri -
serão os que estão por vir.

Soltei-me ao vento.
Aferi meus intentos,
e lancei ao esquecimento,
o aferir inconcluso do lamento,
que traz resquicios de tormento,
que fica por aí,
perdido num eterno ir e vir...

Hoje e agora,
descobri-me em meio ao nada,
que nada realidade era uma luz aprisionada
trazendo ao corpo meu,
nuances densas de breu...
diretrizes direcionadas.

Bailo...
aprendi que se não for pra cantar,
melhor calar...
aprendi, que se não for para crescer,
melhor parar, reavaliar...
aprendi, que o renascer,
não é afeito a todos...

Aprendi que sou,
justamente porque notei-me não sendo...
aprendi, que o que voou,
realmente era o que estava me remetendo
aos deslizes absconsos de meus recônditos
mais entranhados...

Aprendi-me...
Fato encerrado e consumado...

josemir(ao longo...)

minhas fraquezas...





Despertei... um tanto quanto arredio, eis que meu corpo envolto em uma nascente de frialdade, procura livrar-se do logro dos sonhos. O sol... ávido e implacável fonte de luz, que brilha e rebrilha, não importando-se com a sensibilidade aguda de nossa percepção de poder definir  visagens, quando inseridas em plena e exaustiva luz. 
Meu esteio é meu querer. A minha vontade de crer e vislumbrar no cerne das vidas, que me interessam, pontos de lucidez.
No corre corre, o que escorre é a avidez da pressa contida no todo igual.
Buscar jornais... andar pelas calçadas semi habitadas, e acenar para as mesmas almas aprisionadas, que se alimentam sempre das minhas fraquezas...

josemir(aolongo...)

minha vida...


As pessoas mesmas,
talvez vivendo diferentes
dilemas...
mas mergulhados
em análogos e similares temas.

Um caminhar girovagante
pelo âmago do instante,
que nasce e cresce
para linimentar os ais do meu ego.

Sóis, sons e sonhos...
vôos retos... vôos cegos...
um acervo daquilo que não nego.
Minha vida...

josemir(aolongo...)

sábado, 25 de agosto de 2012

de tudo o que me aconteceu...


Dos males meus,
carrego o que itinerante
se prometeu,
e não se cumpriu.
Do que me fez bem,
carrego até o
último vintém...

Da mansuetude,
que hoje veste
a maioria de minhas atitudes,
guardo o suave entendimento
do que em amplidão,
habita e ressona
em meu coração.

Dos meus segredos,
apenas marcas,
arremedos...
não mais me aflige o medo
de um dia ser feliz.
Como sempre sonhei...
como sempre quis...

Das minhas andanças,
não apenas as lembranças,
mas sim todo o acervo
de esperanças,
que me impele...
que colore minha pele...

josemir(aolongo...)

o ódio...


Incontrolável...
algo que dizima,
feito peso
que vem de cima,
do cime,
e arrasta... mata.

Infindável...
algo que vaticina
um seguir de uma
falsa sina...
que vem do nada...
sombrio,
feito brisa nefasta.

Inacreditável...
algo que assoberba,
paralisa e constrange.
Algo que atinge
o âmago da desventura
mais dorida...
inodoro...
incolor...
inimigo mor da vida...

josemir(aolongo...)

forasteira...


Uma estranha...
ou abruptamente,
um alguém que penetrou
pelas entranhas da mente,
de quem se prostrou...
 
Uma forasteira...
ou de repente,
alguém que se postou de frente.
E fixou-se feito semente,
num solo fértil... puramente.
 
Uma fantasia...
ou quem sabe a algesia,
que corrói no dia a dia,
crescendo feito dor vadia.
 
josemir(aolongo...)
 
 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

insensatez


Não podemos fugir
dessa realidade encantada.
A nossa cultura surgiu assim:
dos timbres mágicos e encantados.
Tambores e dores.
Rítmo e coragem.
Uma infinda viagem,
que se espargiu entre flores,
em troncos e senzalas...
realidade, que ao despertar em alguns,
fêz cintilar maviosa fascinação.
Em outros, a inveja,
veio arribando o sincretismo.
O tom do ecumenismo,
infeliz e açodado, foi destruído
pelo açoite envenenado,
dos que exigiam ser senhores.
Apenas a tez...
um mero sinal, um hiato, um talvez...
O orgulho pobre de um povo "nobre",
que até hoje se veste de preconceitos...
Teses infundadas, imersas em mal feitos,
que já diluídos, fazem-se desfeitos,
e perdem-se pelo pó...
não o da estrada,
mas o    da vida.

 josemir(aolongo...)

o chegar...


O chegar faz-se,
no rebrilhar da face
uma nova sensação.
Um algo a mais.
Feito um copo gravado,
com nome e intenção.
Feito uma tatuagem
colada à pele,
representando o início.
Um novo querer,
sempre um forte indício.
sem quaisquer resquícios.

Uma nova vida...
uma necessidade não tímida,
que se robustece.
Jamais fenece,
pois que chegar e buscar,
são dos desafios,
os que mais nos oferecem
alternâncias...
quereres de mudanças.

josemir(aolongo...)

aguardando o silencio...


O músico aguada o silencio.
Assim como o amor anseia pelo carinho.
Assim como os andarilhos se inserem ao vento,
que delineia o caminho.

O músico aguarda o silencio...
assim como nossos desejos
prospectam-se pelo espaço do realizar.
Assim como o sorriso faz-se aberto,
destruindo o desconexo...
abrindo caminhos,
feitos soltos e ablaqueados guizos.

O músico aguada o silencio...
assim como o ser humano cresce,
quando nele se fortalece,
uma definição cabalmente real.

O músico aguarda o silencio...
o silencio também aguarda o início da melodia,
pois que ele anda cansado do barulho escancarado,
que passeia irreverente, e destrói a beleza dos dias...

josemir(aolongo...)

água que se fez fluir...


Água...
ablui o corpo inocente.
Gente.
Mistério do que só,
perambulou e sobreviveu.
Cresceu...

Aguaceiro.
Um rio de mágoas,
cabal, inteiro,
que pelo se espalhou.
Curou.
Purificou.

Água que veio das
encostas.
Água que arrastou vidas,
casas, coisas e causos,
de natureza frágil e exposta.
Água, que também ressuscitou...

Água que veio da festa
escorrendo pela testa
a deixar à mostra a fresta,
por onde muita história
fez-se corredeira...
alimentou vidas inteiras,
e queira ou não,
fêz-se fluir...

josemir(aolongo...)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

foi lá, que me fiz poeta...

Vivi Prados...
cresci ...
fiz alardes, extravasei
minhas vontades.
Rodopiei pela praça principal,
enquanto o domingo fazia-se
eternizar.
Vesti roupa de missa.
Me fiz promessa, refiz minha sina.
Caminhei pra longe,
sob os olhos austeros de Altina.
Aprendi a valorar o ouro,
que dali fluia...
vi transformarem o couro,
em objetos de pura arte.
Senti a fortaleza dali,
aquela que com ninguém se reparte.

Adormeci aquecido, defronte
o fogão de lenha
enquanto o algor da invernia,
queimava-me os lábios.

Minha alma lá,
jamais se sentiu deserta...
e foi no fluir das maravilhas
naturais de Prados,
que com certeza,
me fiz poeta...

josemir(aolongo...)

lembra de mim...


Rolar pelas lembranças sadias
De Prados de Minas...
Rever poesias e sinas.
Buscar meu passado,
na razão crescente
de meu crescimento,
e renascer sob os auspícios
dos meu mais encantados sonhos...

Querer estar lá,
redizendo o que de mim
fêz-se uma caminhada barda...
Quando mirares uma figura
solitária na estrada,
lembra de mim...

josemir(aolongo...)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

a aguia e a bela...


O vôo...
da águia
encarnada
na bela...
A rapidez é dela?
Da águia ou da bela?
Cores...
matizes de muitos amores.
Da águia ou da bela?
Delas?

Sorrateiras...
ambas caçam.
Quem atrai
mais presas,
a águia?
A bela?
Resposta posta
em difícil questão...
Eu acho que a bela...
mas,
ambas são belas?
A águia
mata na hora...
e a bela?

josemir(aolongo...)


sublime canção...
maviosa voz...
gosto muito...
um verdadeiro deleite...

alma e corpo!


Anjo decaído...
Eis que em minhas sinas,
Deambulam semi livres
Lembranças destorcidas,
De tuas intenções descabidas.

Livrai-me de tuas marcas.
Liberta os meus segredos
Contidos em tuas marcas,
E deixa-me solto...
Alma e corpo!

josemir(aolongo...)

quem sabe?



Poderia guarnecer-te
De farturas...
Algo que a alimentasse.
Poderia esconder-te
em contra muralhas.
Poderia, imerso em intenso
Carpido,
Cantar, densamente dorido,
Uma canção decaída.

Poderia indagar-te do que,
E pra que, deblateras.
Livrar-me da ansia de tuas
Exasperadas esperas,
Que absolutamente nuas
Volteiam pelo tempo inerte.

Poderia, forma sagaz,
Aferir-te uma característica
Incapaz
E de uma maneira voraz,
Devorá-la!

Podeiria declinar-te de minha vida!
Quem sabe morrer-me em ti,
Pra curar essa ferida,
Dos teus reflexos contínuos.
Quem sabe?

josemir(aolongo...)

isola-me!



Engelhado... completamente carcomido
Fiquei insondável, a conversar comigo:
Tragédia do meu cotidiano!
Entejo por ter que viver passados dias
Cravados em minhas remembranças.

Ah, ensoberbecida vida fútil
Que se desgarra do meu eu mor,
Entrincheirando-se entre os recônditos
Abissais de minhas entranhas!
Ah, meus dizeres.
Ah, meus quereres.

Criei-me esfuziante.
Cresci entre a luminância e a escuridade,
Que açambarcam homens e outros seres.
Estojado encolho-me...
Sinto esvaecendo-me...
Ah aturdido contra senso,
Que abetumado,
Isola-me!

josemir(aolongo...)

algo indefinido...


Naquele momento, talvez,
tenha existido um resquicio de fuga...
uma esperança, um viés...
uma enorme distância
entre o ancoradouro do cais
e o barco de nossos sonhos,
nosso convés...

Não me lembro...
foi confuso.
Algo lusco fusco,
açambarcado por neblina feroz.
Algo não definido... abstruso.

Ancoradouro e barco,
foram sugados pelas mãos
do tempo.
Absorvidos pela força do vento,
e lentamente desapareceram...

Fiquei...
eu e minhas remembranças.
Eu e minhas esperanças.
Eu e minha fé postra a prova,
num mergulho sem fim,
pra um destino qualquer.
Hoje me recordo do quadro.
somente isso.
Algo se fez surgir e partir.
Como se barco e ancoradouro,
cais, mar, voce, eu,
jamais ali tivéssemos
um dia vivido...

josemir(aolongo...)

domingo, 19 de agosto de 2012

paz nos quintais...



Enquanto sonhávamos,
podíamos tocar as estrelas...
retê-las, tê-las
e banhar-nos em seu cintilar infinito...
como era bom e bonito.

Paz nos quintais...
casas e homens iguais.

*Abraços Clelio, Emerson, Pedrinho.
  Grupos Vozes, já extinto...

completa e absolutamente natural...


Não arquiteto ou premedito
poesias...
quando elas vem,
vem como os dias,
de forma intensa
inseridas em coloridos sinais.
Leves, livres, soltas...
completamente naturais.

Não consigo fabricar 
o que escrevo...
seria como perder-me
em imenso e abstruso trevo,
onde várias saídas
me deixariam na agonia,
feito a dúvida dividida
de uma querencia diluida.

Não consigo
sinceramente,
vagar pelos entrementes,
caminhando vacilante 
por hiatos...
tropegos passos...
forçar de fatos.

Não nasci pra inventar
poesia.
Nem consigo avaliar
o porquê de poder
fazê-las.
Somente sei que a semente
não se esparge em solo doente.
Por isso,
quando elas vem.
vem pela trilha normal.
De forma mansa...
completa e absolutamente
natural...
menos mal...

josemir(aolongo...)

em dose dupla... CAIS.


Maravilha em DOSE DUPLA. Sensacional, pois que ressona... em alma, vertente de vida.

respaldadas pela plena coerência...



Uma intenção malfazeja
denigre toda uma trajetória
de vida...
perfolheando minhas
atitudes íntimas,
testemunho o jazer
de intenções malevolentes...

Presságios...
vôos rasos,
que não se equivalem
ao que em minha alma,
alimento como sentimento.

Talvez necessário se faça
inumar todas as minhas
meras e vagas esperanças...
por certo não é o torpor da ilusão,
que constrói maviosas lembranças.
O que faz-nos inseridos
em mansa luminância,
são nossos desejos firmes.
São nossas indagações frequentes
à cata de respostas respaldadas
pela plena coerência...

josemir(aolongo...)


um minimo de entendimento...


Existem momentos
em que não me suporto...
sou meu inimibo mor.
Existem instantes,
em que não comporto
a paciencia trivial,
que pode viabilizar-me
a firmeza e a lucidez
para um minimo
de entendimento...

josemir(aolongo...)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

arriba...



Belo demais... assim como a mão que se estende.
Vê se entende.
Arriba!

enquanto voas...


Enquanto voas,
derrogas perdão aos que abrutados
abscidam-se...
enquanto mandadeiro te fazes,
seres tementes se refazem
e ablaqueados,
tendem pra um buscar ameigado
oriundo do balsamo,
que trazes pra abrandecer
o que ainda sangra, mal curado.

Enquanto voas,
enlevas o arribar de corpos cansados.
Abjugas os sonhos mal sonhados,
e libertas almas e pensamentos...
querencias e sentimentos...

Enquanto voas,
amainas o vento.
Bailas pela brisa que desliza,
e em tuas mãos lisas,
fazes pousar a fé...

josemir(aolongo...)

que se livrem do mal... amém...


Perdidos e perdidas...
criaturas angustiadas
cravadas e feridas
pelo véu angustiante
do malfadado ódio.

Oro por todos.
Ablegadas, abrutalhadas...
doridas pelas próprias chagas,
que fazem questão de gerar.

Continuam, forma escusa,
chafurdadas na estrada abstrusa
do que se faz e traz agoniação.

A elas, meu silencio.
A elas, minha complacencia.
Que elas possam desvencilhar-se
dessa malfadada abiose.
Que procurem um abrigadouro,
que lhes forneça um quê qualquer
de idoneidade, de força moral.
E que se livrem do mal.
Amém.

josemir(aolongo...)

o bem querer prometido...


Deus me livre, e me leve bem leve...
mas que não seja breve.
Que o destino de mim se encarregue
e que eu receba de quem me deve
o Bem querer prometido...

josemir(aolongo...)

gênio...



CARLOS HENRIQUE MACHADO DE FREITAS, GRANDE DEMAIS PARA VOLTA REDONDA!
UM GÊNIO!!!

quando somos, e nos perdemos...


Os frutos,
enormes e brutos,
banhados em gosto dolce
alicerçam-se aos galhos e troncos,
como se mágicos fossem...

Os sonhos,
imensos e abrangentes,
acoplam-se ao cerebro da gente,
e nós, cristais ainda broncos,
mais leveza ganhamos,
enquanto viajamos sob as mil formas,
através das quais sonhamos.

A realidade.
Presente no dia a dia.
Um dia,
- de repente -
se faz
como se fosse o mesmo,
tamanho o nosso medo
de seguir caminhada.
E é a realidade,
o habitat dos resultados plasmados.
Somos todos os protagonistas artistas...
temos o Todo sonhado às mãos,
mas por vezes trespassados
pela desequilibrada emoção,
jogamos fora, todas essas conquistas...

josemir(aolongo...)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ainda bem... (ou zeros a direita...)


Mas por mais que a obliquidade
repleta de evasivas e neuras,
venha a ser a primeira a coibir o ablaquear,
justiça existe, e o que da sai,
por certo haverá de voltar...

Quando iniciamos o expurgar de nossas vontades
através das eloquentes e conceptas verdades,
que desnudam criaturas a carregar nas conjeturas
o modo infame de ser e estar, apoiadas em alardes,
é que encontramos forças, para serelepes,
seguirmos com velocidade, tentando anular o injudicioso,
e colocamo-nos à disposição do que se faz luzir...

Muitos forçam expressões, ditados vis,
perjúrios, estranhas e mórbidas situações indecorosas e viris,
no intuito de fazer fervilhar desafetos...
muitos mentem consabidamente...

Ainda bem que a história e o tempo,
- numa lógica divina e perfeita -
não trazem vestígios dos zeros a esquerda,
somente tornam perenes os zeros a direita...

josemir(aolongo...)


voltando as origens... (ser absolutamente igual...)





Sei que tua intenção, efervesce.
Em ti, ardorosamente cresce,
toda o abjugar pra se soltar,
e forma pura e coletiva de amar,
inserir-se no que se faz espiritual,
buscando te fazer absolutamente igual.
Sei que atravessaste procelas.
Sei que adormeceste sob a chama das velas.
Sei que oras e velas,
pelo desejo puro de fazer-te,
de vez, absolutamente igual.
Sei que mudaste os costumes.
Sei que esqueceste os queixumes.
Sei até que procuraste chegar ao cume,
de montanhas jamais escaladas,
sob imenso algor e enorme temporal,
buscando fazer-te totalmente igual.
Até sinto o que sentiste.
Até te confesso,
acredito piamente,
que teu ideal consiste e persiste,
em estar inserido, liberto do mal,
aos que pretendes te tornar
de forma plena e irmã,
absolutamente igual...
josemir(aolongo...)

pra lá de infindo...


Tocar-te...
fluído vivo.
Com quem vivo
além da esperança?
Será que com
as promessas entrelaçadas
ao meu corpo?
Abendiçoem-me deuses
e libertadores da alma.
Pois que o frenesi
de meus anseios,
passeiam pelo toque
suave em teu corpo,
como se eu estivesse
resvalando em plumas.

Tocar-te, fluido vivo,
em verdade,
livra-me da abiose.
Tocar-te, ah mulher amada,
faz-me passear pela estrada
onde habitam os ditos encantados,
que proporcionam-me o descansar em ti,
doce, belo e eterno remanso.

Eis aí,
todo o deslizar do meu querer
contido.
Eis aí,
o que se reverbera feito um viver
pra lá de infindo...

josemir(aolongo..._)

tomando toda a cidade...


Mais que factual,
o que me encanta
entre as flores,
são as cores.
Várias...
feito uma chuva
de deleites.
Feito o espocar
de amores,
em plena tarde...
na praça do centro.

Mais que luminância,
um ponto pra lá
de claro,
no instante mais
que raro,
do canto do pássaro.

Mais que fascinação,
dominação.
Um verdadeiro edulcorar
de lídimos sabores,
que fazem-se sentir
nos desejos e beijos,
que sem temores,
tomam toda a cidade...

josemir(aolongo...)

verbo e forma definida...


Eu, Josemir, quando tenho que me manifestar, dirijo-me diretamente ao objetivo. Não invado páginas ou murais de pessoas outras... jamais tento de maneira louca, atingir por vias indiretas. Gosto do olho no olho. Sou um ser humano, que aprendeu muito na vida, principalmente ser homem, verbo e forma definida.

josemir(aolongo...)

encontrar-me com o amor...


Ablaqueado e abrandecido...
meu corpo.
Um aprendiz da liberdade.
Um somatório de porquês.
Uma vontade que arde sem rumorejar.
Quintal de acervos, alentecido,
meus erros, o passo torto
o voejar pela cidade,
o me lançar ao Bem Querer.
Predisposição infinda pra amar.

Antes do amanhecer já precogito
o que haverá de ser.
Reavio minhas trilhas,
desvio-me do que se faz agito
e busco a dança do não ensoberbecer...

Fujo do entejo...
também não me atenho à escuridade
estojada em mil segredos...
tenho medo dos medos.

Ablaqueado e abrandecido...
minha mente.
Faceto tudo o que me é de valor.
Não escolho os atalhos epinescentes,
e afoito, procuro esfuziante,
encontrar-me com o amor.

josemir(aolongo...)


descrito no rosto meu...


Marcas feitas talvez a ferro,
ou inseridas na pele através dos erros.
Nos poros, o que se concebe,
escorre feito desterro
e nosso interior não percebe,
que o tempo deu mais um passo adiante...
foi-se... célere e leve.

E repentinamente,
eis que lançar-me seria tão fatal
quanto o inconsequente ato demente,
de querer incoerente
transformar-se em um peregrino,
cuja semente, tem que se espargir...

Enquanto isso fico por aqui,
impossibilitado de seguir.
Passível de não poder me assumir.
Encarquilhado, corpo meio que cimbrado,
pelo peso dos meus próprios intentos.
Pela demora ófã dos meus próprios pensamentos.

josemir(aolongo...)

o artista...



O artista faz-se arredio...
é sua sina por vezes
tornar-se distante e frio
abrenhando-se pelos seus
motivos meio que absconsos...
não se tratam de motivos vãos,
fúteis, sonsos.
É que o artista bailador que é,
sempre se revisita.
O menor gesto que dele emana,
faz-se uma enorme conquista.
O artista sorri...
em seu ir e vir de mil motivos,
várias formas de seguir
possuem seus modos precisos.
Cabalmente cativos.

O mais importante é que no coração
do artista, habita sempre um sentimento puro.
Uma reassunção perene,
que o livra do escuro,
e inserindo-o no clarejar cristalino
do que por ser nascente ilumina,
faz-se uma suntuosa sina.
Uma estrada de chegar.
Um objetivo mor,
o qual ele ardentemente procura alcançar...

josemir(aolongo...)

uma criatura que não nasceu pra caminhar sozinha....


Caminhas pela trilha ondeante
do que lírico, desabrocha-se onirico.
Opado, eis que meu senso,
chameja intenso...
é que ele desvia-se dos forames
procurando esguio
esquivar-se do que estridula.
Estouraz, eis como se apresenta,
o que escorjado se veste
e ante meus olhos se manifesta.
Não se trata de festa.
É como se um algo eterizado,
buscasse assumir-me,
corpo, alma, verbo formado,
adentrando-se nos reconditos
de minhas mais profundas entranhas.

Não, não busco estorcer
de forma absintada
o que gosto...
hermético retorno aos meus sohos.
Por vezes bisonhos.
Por vezes visonhos.
Mas mergulho-me assim mesmo.
Sou uma vertente que não se construiu a esmo.
Não me fiz de parcelas soltas,
envolto em querencias loucas.
Apenas caminho pelas trilhas oníricas,
pelas quais caminhas.
Sou em verdade uma criatura
que não se concebeu e nem optou
por viver às turras com meu eu...
que não nasceu pra caminhar sozinha...

josemir(aolongo...)


verbo e forma definida...

Eu, Josemir, quando tenho que me manifestar, dirijo-me diretamente ao objetivo. Não invado murais de pessoas outras... jamais tento de maneira louca, atingir por vias indiretas. Gosto do olho a olho. Sou um ser humano que aprendeu muito na vida, principalmente ser homem, verbo e forma definida.

josemir(aolongo...)

agradecer-te...

Caminhos encantados...
eis por onde me levas,
e meu intimo elevas
enlevando tudo o que se
faz imerso em cor.
Agradecer-te...
eis o que me cabe.
Saber-te ao meu lado,
mesmo que sensos
equivocados,
insistam em se tornar
invasores de nossos mais
preciosos e encantados momentos...
mesmo que queiram criar
fortes ventanias e procelas...
mesmo que tentem
infiltrar em nossas vidas,
esquecendo-se da vida delas.

Hoje eu sei,
nosso querer é forte.
Agradeço a Deus minha sorte,
e vibro,
feito festa manifesta.



josemir(aolongo...)

***Dedicado à Andrea Petrocchi.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

derrama-se...


A inspiração faz-se fiel...
Quando da poesia abrolham mentiras
precipita-se o fel.
Poeta quando ensaia o poetar
tem que trazer da alma,
a pureza do que se faz volitar...

Enquanto a poesia faz-se,
as rimas e versos
aferem o que se faz verdadeiro...
Se no ápice do poema
a mentira surgir como tema,
o que acontece?

A suposta poesia do suposto poeta
torna-se inconcepta,
e sem estrutura, sem eira nem beira,
dilui-se forma inteira...

Derrama-se... 

josemir (ao longo...)

deparei-me com o amanhã...


O clarão, a passagem...
sinto-me integrante dessa viagem.
Desprendo-me...
sinto-me em estado de torpor
e viajo...
não posso mais retornar,
pois quem por mim clama é o futuro,
o clarejar, e não o que se faz escuro...
fiz por merecer, sei que fiz,
pois que senão, assim jamais seria.

Ouço as vozes, que distantes
manifestam-se... tenho que voltar?
Não, não posso!
Acredito que daqui pra frente,
a mim foi aferida uma missão.
Uma etapa de minha vida inicia-se adiante.
É minha sina, ter que nela estar...
me esforço!
Não posso vagar, modo consistente.
Meu agir tem que se inserir no que se faz razão.

Meu corpo faz-se volátil...
não me pertenço.
O futuro me espera...
desgarrei-me...
e deparei-me com o amanhã.

josemir(aolongo...)

deixar que os outros sejam...


Enquanto o que se assanha
         num caminhar roto,
é justamente fazer de mim uma figura bisonha,
        um ser revolto, torto,
eu oro...
 
A estrela que encantada revela-se
       no céu de meus pensamentos límpidos,
          e com seu brilho por mim vela
            fazendo-me aquarela, 
             quando a noite impera
                e madrugada adentro,
                  faz anunciar-se o sol...
                  
 
Sou o que sou
       seja em que momento for...
      
Um algo movente
       que se faz gente,
          justamente pela vontade fremente
           de antes de ser,
             deixar que os outros sejam...
 
josemir (ao longo...)

deixa...


Deixa que o reflexo,
 -de modo convexo -
deslize sobre minha imagem...
que a ressonância, de minhas vontades,
alcance a outra margem,
para que eu possa ver-me deslizar...
viajar, escutar, revivificar...
 
Deixa que essa parede transparente,
revele a translucidez
do que minha alma sente,
quando revestida de lucidez...
 
Deixa que o espírito,
quando em consonância, com sua consistência,
possa absorver de inocência,
todos os sentidos meus...
tudo o que de modo suposto,
por motivo qualquer, feneceu...
 
Deixa que o vapor da água,
espante e absorva os átimos de mágoa,
que por acaso
jogaram-me ao ocaso,
como se em rio raso
o meu extravaso,
sem saber pra onde ir
fez-se desistir,
recusando-se a prosseguir...
 
Deixa que eu me veja.
Frente a frente.
E que o quê se deseja,
faça-se algo eloqüente
feito o sonho, que a gente
guarda em recônditos ilhados,
cobertos por códigos em frases,
fechados a sete chaves...
 
Deixa que eu me escorra.
Deixa-me saber quem sou,
no balanço da velha gangorra,
que exposta ao tempo se envileceu, gastou...
 
Deixa que minha imagem,
justaponha-se, ao que represento...
deixa eu entender essa visagem...
quem sabe, ela não venha a ser ,
da minha razão, o sustento?
 
josemir (ao longo...)
 
 
 

dança divina do amor verdadeiro...


Dança divinal, que se fêz,
do rotundo sentimento,
que plasmado, mostrava a viagem
do puro pensamento,
quando dois seres se entregam
- forma verdadeira -
ao amar, no seu mais encantado momento.
 
Verdadeiro e sonhado entrelace,
que se fará entre akô e abam
na parcela mais consagrada do Okan!
Amor de olhos nos olhos.
Face colada à face.
 
Amor, que percorrerá pele, poros e veias.
Amor, que sustentará todas os desejos,
que ignescentes, flamejam dos almejos,
que se prendem em artesanais teias.
 
O amor, que não segrega.
O amor visto de forma igual,
-  entrega total -
sem preceitos ou preconceitos...
 
Um amor, que abarca,
dudu, mandulé, Obádo, Eivikei,
Okâm, Mukumbe, Kiobombo,
enfim todas as cores,
quando os amantes envolvidos pelo Njo Mímo,
enfim,  descobrem pertencerem-se.
 
josemir (ao longo...)
 
 
akô: macho
Abam: fêmea
Okan: coração
Dudu: preto
Mandulé: branco
Obádo: verde
Eivikei:  vermelho
Okâm:  azul
Mukumbe:  roxo
Kiobombo:  amarelo
Njo:  dançar
Mímo:  sagrado, divino
 

 
 
 
 

chamado...


Ao longe um chamado...
seria um canto
ou um sibilar de algum vento
encurralado entre os becos do tempo?

Só sei que ouvi um sussurro...
seria talvez on abrir de minha alma?
Ou seria uma armadilha
do que se faz obsoleto,
e filho do escuro?

josemir(aolongo...)

anjo não tem cor...


Bela e inebriante solidez...
na simplicidade contida em altivez,
eis que surge a face que conceitura o suave...
Ave! Salve!
São difíceis surgirem belezas assim como tema.
Coisas de um País, que ainda teima
não acatar os resquícios ricos
onde habitam virtudes,
da tão maviosa e linda negritude...

Uma face, uma história...
um passado marcado por açoites,
onde as noites em nada se diferenciavam
dos dias, no que concerne a maceração4
de puros sentimentos.
Marcas indeléveis de dor, sofrimento.

Ah como me orgulho de minha raça,
- aquela que venceu a desgraça -
ao ver estampada em figura de tão
cintilante brilho!
Sinto-me como fosse amorosa mãe
acariciando apaixonadamente o retrato de um filho!

Tomara que nosso país desperte...
são essas expressões de faces belas e singelas,
que nos permitem afirma sem medo ou temor:
Anjo não e nem nunca terá cor!

josemir(aolongo...)

às avessas...


Enquanto o frigir do pensar nos agita,
e o que se apresentava antes como espasmo,
agora no todo conflita,
sentimos que o que realmente faz-se não estático
e com força de redemoinho se movimenta,
é tudo aquilo que nossa carne fomenta.
É tudo aquilo que por vezes nos afugenta,
fazendo ablaqueados, os sentidos do mirar alonjado
que nem sempre sustenta
a suposta lógica inserida em nossos cantares e  poetares...
 
O sal de nossa pele,
por vezes fere
nossa consciência,
que onisciente apresenta-se por vezes renitente,
justo nos momentos em que intervalamos
gestos manifestos e lucidez no que se sente...
 
Por isso a força que se faz abundante.
Por isso o sorver de cada átimo de instante,
pois que se somos viajores andantes,
por certo nossos pensamentos voantes
são os que antes,
faziam-nos pregados ao solo.
Como se paralizados exigíssemos colo.
Como se perdidos,
buscassemos em nossos frágeis sentidos
os segredos que bailam à nossa frente,
de forma freqüente,
e nós insistimos em não querer vê-los...
 
Ser-nos...
Eis o que em  nós se revela e se resvala.
Conter-nos,
eis o que nos cala,
pois que nos pensamentos que adejam
habitam em verdade o que nossa qüerencia
mantém segredada,
no fundo dos nossos recônditos.
Como fossem preces.
Como fossem promessas.
Como o que fôssemos,
quando às avessas...
 
josemir (ao longo...)

cantando como se fosse contato...


Orando em canto.
cantando como se fosse um contato...
buscando chão.
A sustância do chão.
O amor que ainda existe em mim.
Fugindo enfim...

Tentando recompor,
o que eu compus...
enquanto buscava a luz
e a fprã que emanava de minha voz.
Querendo alçar vôo.
Fazer-me albatroz.

No fundo, a esperar,
que num toque
o que se faz sem retoque,
plasma-se...
deixa de ser fantasia...

Tentando remembrar...
desmembrar
o que sem fé se juntou...
cantando como se fosse contato...
rever-me de fato...

josemir(aolongo...)

às vezes...


Às vezes sou música triste...
perco-me entre as lágrimas.
Penetro no inconsciente mórbido,
que só faz chorar, quando defronte ao belo,
mas mantenho-me leve, modo singelo.
Não importa quais sejam as lembranças,
que as notas soltas
trazem para minha mente rota.
Pra onde o acorde me leva?
Momento passado.
Triste, macerado?
Sim, um sofrer carcomido,
porém vivido...

Às vezes sou música alegre.
Repleto de acordes breves,
que puros,
clarejam o meu futuro
fazendo com que o obscuro
relaxe-se...
E bailo, canto, grito, falo,
pois que a melodia faz-me super homem.
Se chorei de alegria?
Prefiro dizer, que sorri por entre as noites,
e dias...
prefiro correlacionar o ato de amar,
ao que me faz mais confortável.
A esse momento admirável,
onde flui com leveza a tenra melodia,
costumo denominar, magia...

Em realidade sou música.
Ela contagia.
Alumbra-me, me inebria.
Faz-me ser além de um simples homem,
pois que mesmo os acordes tristes
expõem meus sorrisos,
que feito guizos,
inseridos no todo,
constróem a orquestra dos meus sonhos.
Às vezes tristes, às vezes alegres,
mas sempre vivificados, risonhos.

Sabe...
Às vezes sou pura e simplesmente

música...
no todo que ela traz.
Na paz da qual ela se faz
semente.

josemir(aolongo...)